segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Novidades que são mais velhidades

Já muito se passou, e eu que nada disse!

Pois bem, é altura de fazer um resumo.

Com muita pena tive de deixar os meus pais, irmã e amigos por uns meses.
Dia 1 lá parti para Basileia.

A viagem foi agradável, sem stress. Entre um português com medo de voar e uma alemã (ou holandesa?) a ler um livro manhoso. Sol durante todo o caminho e com vista para os Alpes do lado direito do avião. Infelizmente para mim, viajei no lado esquerdo -.-'.



Ao sair do avião tive de imediato uma surpresa, as minhas botas ultra-top-modernas preparadas para a neve, pelos vistos não são à prova de metal molhado, por isso escorreguei, felizmente já nos últimos degraus, ficando assim sentado com ar de parvo por fazer tamanha figura. É no mínimo estranho, imaginem se com o orgulho e contentamento de Neil Amstrong ao aterrar na lua e depois tropeçassem. É quase isso.

Depois foi pegar na mala e de ir de imediato para Luzern onde tive um jantar maravilhoso com os meus primos e tios.

Fiquei hospedado em casa do meu primo. Vive numa encosta de uma montanha com vista para um lago e mais montanhas por trás. Casas quentes, espaçosas, práticas e modernas. Maravilhoso.

Dia 2 congelei as minhas meias polares na maior pista de neve da Europa, Grindelwald. Andei de trenó pela segunda vez em 12 anos, senti me como um puto de 5 anos a brincar na praia e consegui transpirar quando faziam -10º celcius. :D




Ao jantar, e como o namorado da minha prima fazia anos, fomos a um restaurante muito bonito onde tinham como especialidade carne, podíamos escolher 200, 300 ou 500 gramas de entre vários tipos de carne: porco, vaca, avestruz, cavalo e outras que eu não me recordo. Eu optei pela avestruz que estava simplesmente divinal! No final só a factura é que não foi tão agradável para a minha prima que pagou o jantar.

Quinta-feira, dia 3. Fomos passear à baixa de Luzern. 12 anos depois, ainda me lembrava de alguns detalhes como a ponte de madeira que eles têm, e uma ou outra coisa, mas nada demais. Era dia de recuperar das nódoas negras feitas pelas quedas estúpidas que possam imaginar.

Jantei em casa da minha prima uma espécie de fondue de queijo bem bom. Com salsichas e Bacon que nós próprios tínhamos de preparar numa pedra quente em cima da mesa.


Sexta-feira dia 4. Último dia na Suiça. :(
Pequeno-almoço à maneira como sempre tive lá.



De seguida fomos a uma pista perto de Luzern para satisfazer a minha curiosidade. Fazer Snowboard!


Tenho a dizer que não lamento nem uma das dezenas de vezes que caí, ou das nódoas negras que ainda hoje as sinto. Aquilo não é tão fácil como parece, mas adorei e quero voltar a fazer na próxima oportunidade.

o resultado final não precisa de palavras:






Escusado dizer que nessa noite nem fui para a cama, para estar no aeroporto as 5 da manhã tínhamos de sair de Luzern pelas 4. Assim, depois de jantar fomos para casa da minha prima e estivemos a ver TV e conversar, contrariamente ao que tínhamos planeado de ir sair à noite para a discoteca uma vez que todos estávamos de rastos.

Despedidas feitas, entrei para o avião (6:50 do dia 5) e segui caminho até Berlim. Desta vez fui à janela, ao lado de umas francesas que devem ter ficado impressionadas pelo meu dormir inconstante e sobressaltos cada vez que acordava.

8:20 já eu estava no chão. Berlim decepcionou-me imenso. A ideia da cidade organizada e perfeccionista que tinha, rapidamente se converteu numa cidade industrial com edifícios abandonados e velharias. É certo que não fui para além do aeroporto e de entre as estações de comboio que passei. Mas não deixou de ser decepcionante.


Mas nem tudo foi mau. Entre alemães que não me falavam em inglês nem sabiam explicar como ir ter a onde queria, encontrei uma rapariga Londrina muito simpática que ia visitar os tios. Estudou artes e tem a sua própria galeria de arte e pintura na cidade de Londres, coisa que acho fenomenal.

Por entre incertezas e muitas perguntas dei com a minha estação. Tentei comprar o bilhete nas máquinas para Poznan em vão. Não deixava. Fui a um posto de venda de bilhetes em que o homem mostra-me um papel com os dados do comboio a apontar para um redondo e grande Zero. (Fuck! já não tem lugares!) quase convencido que tinha de passar a noite em Berlim ele aponta em frente e diz "right". Lá pego eu na minha bagagem e meto-me a andar a pensar na vida. Por sorte vejo outra loja dos comboios na direcção que o homem me tinha apontado, afinal era isso que ele queria dizer. Lá tirei uma senha e fui atendido por uma senhora que dizia só falar um pouco de inglês, mas que mais me pareceu uma nativa a falar comparado com todos os outros. Consegui lá comprar um bilhete para as 14:51. Tinha ainda 4 horas para esperar. Sem saber o que fazer porque estava frio e chuva lá fora. Ainda assim andei uns 200 metros em cada direcção da estação e voltei rapidamente para dentro.

Comprei o que parecia sushi pouco depois do meio dia para enganar a fome e fui me sentar à entrada da estação. Durante umas 3 horas estive a marcar golos de cabeça com a ajuda do sono que tinha.




Na hora de apanhar o comboio lá me dirigi para a plataforma 2 e consegui entrar na carruagem e lugar certos com a ajuda de uma senhora Polaca muito prestável.

Seguiram se mais duas horas e meia de golos de cabeça consecutivos, com olhares de três senhoras polacas e um homem de nacionalidade que não consigo dizer. Mas todos eles muito prestáveis. A paisagem em si não era bonita. O comboio passou pelas zonas mais degradantes da Alemanha e Polónia. Gastei os meus primeiros 10zlots a comprar uma sandwich e um iced tea.

17:30 chegava finalmente a Poznan.




A minha amiga e salvação na cidade desconhecida já esperava por mim. Apanhamos o táxi e fomos directos para casa. Apesar de estar acordado fazia já mais de 32 horas não conseguia dormir. Liguei o portátil e mandei notícias. Vi um episódio de uma série já à muito tempo tinha estreado e vi um filme qualquer. Era uma da manha quando entrei na cama e só saí de lá no dia seguinte (ontem) pelas 16h! Ainda assim tinha sono e doía-me todos os músculos e mais alguns que possam existir. Snowboard, directas e viagens longas não combinam muito bem. Vaguei pela casa o dia inteiro porque chovia do lado de fora e estava já quase escuro.

Hoje acordei mais esperto e energético. Tomei um banho rápido, pequeno almoço e como a Marta tinha de ir a faculdade, eu aproveitei e fui também. Ela mostrou me como eram organizados os edifícios, e um pouco da cidade. Fiquei impressionado. Nada tem a ver com as paisagens que vi no caminho. Aqui tudo é mais limpo, arranjado e colorido. Passamos por uma casa de uma amiga dela e bebemos uma boa cerveja (garrafas de meio litro visto não haverem outras). Tivemos uma conversa agradável e vim para casa, quase me ia perdendo, mas nada mais que um bloco de distância.

Por fim, daqui por uma hora vamos jogar bilhar com uns amigos dela. E conhecer um pouco melhor a cidade.

A isto se resume muito bem resumido o que me tem acontecido em apenas 7 dias. Tenho mais de 1100 fotografias, alguns vídeos e até nódoas negras que contam a minha viagem. Espero ainda ter mais histórias boas para contar e que tudo esteja bem com os meus amigos e família em Portugal e no estrangeiro.

Todos os dias quando vou dormir lembro me de vocês e como gostava que vivessem também esta experiência. Fico por aqui hoje, e com o convite para cá virem feito.

Abraços e beijinhos!